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12 de June de 2014

Comerciantes do Cai N’água aguardam retorno dos clientes

1 - RETIRADA DE LAMA DA BEIRA DO CAIS

Retirada de lama da beira do cais

Decorrido mais de um mês do início  da estiagem, quando as águas que invadiram  o bairro Cai N’água  começaram a baixar , o cenário de um dos mais antigos bairros da capital ainda é de destruição.  Comerciantes ainda trabalham para recuperar  seus  estabelecimentos e aguardam a liberação dos benefícios sociais oferecidos pelo governo, através dos bancos oficiais. Várias  lojas continuam fechadas, mas  alguns comerciantes já começam a retomar na expectativa do retorno da clientela.

Na beira do rio  máquinas pesadas  removem toneladas de barro e lama para recuperar o acesso aos barcos pesqueiros. Há poucos metros dali, homens descarregam caminhões  para lotarem  porões de embarcações  com mercadorias, que através da Hidrovia do Rio Madeira, serão entregues ao logo do rio  até  que os barcos cheguem  a Manaus.

Além dos chapas, que levam nos ombros alimentos essenciais para as cidades ao longo do rio, há outros trabalhadores no Cai N’água, que trabalham contra o tempo para a recuperação  do Terminal Pesqueiro. São pedreiros, serventes, trabalhadores braçais  que  ainda removem lama, limpam paredes, recuperam telhados, derrubam paredes comprometidas e erguem novas  e lamentam por tamanha destruição.

Empréstimo

1 - ERINALDO

O comerciante Erinaldo

Comerciantes como Erinaldo Alves de Brito, proprietário de um pequeno mercado, cujo nome homenageia sua cidade natal, Catolé, no interior da Paraíba, lançou mão  da pouca economia feita ao longo dos anos e com a ajuda de  amigos  literalmente pôs a mão na massa. Removeu a lama do estabelecimento,  pintou toda a loja, trocou as prateleiras  e expôs as mercadorias que conseguiu salvar .  Agora tem dois problemas: dívidas para quitar  pelos materiais que teve que adquirir para a reforma  e a freguesia que ainda não voltou. Ele mesmo explica que como  a maioria dos comerciantes que ocupam os quiosques do mercado e os moradores da área ainda  não retornaram para o bairro, A clientela está muito aquém, com isso ele também não tem capital de giro para comprar novas mercadorias e acaba faltando produtos e até quem aparece acaba não comprando nada por não encontrar.

Erinaldo disse que ouviu falar sobre a possibilidade de  empréstimos junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal,  com juros baixos e prazo de carência de até quatro meses, negociado pelo governo do Estado para atender  as vítimas da enchente, mas que ainda não foi atrás.   “Mas estou preocupado com a situação e talvez até busque um empréstimo”, salientou. Mas  disse que também fica sobressaltado com o baixo movimento, porque decorrido o prazo de carência terá que iniciar o reembolso  ao banco. “As coisas por aqui ainda estão muito precárias, nem a energia foi restabelecida, estamos trabalhando com ligações improvisadas”, esclareceu.

No bairro desde 1997, o comerciante disse que às vezes fica assustado com a possibilidade de uma nova cheia nos  próximos anos.  “A gente não sabe o que vai acontecer, uns dizem que daqui pra frente será assim, com enchentes  todos os anos  e se isso acontecer todo o investimento poderá ser comprometido”, observou Erinaldo Alves.

Terminal

1 - Pepeu

o empreiteiro Pepeu Desmarest

O terminal hidroviário Cai N’água, inaugurado em 2012, é uma das unidades públicas que está sendo recuperada. Segundo o responsável pela  obra, o empreiteiro Pepeu Desmarest, foram retirados do interior do prédio mais de cinco toneladas de lama. “empregamos 55 homens na limpeza, agora temos menos, pois já estamos entrando na parte de reforma propriamente dita”. O terminal pertence ao governo federal com parceria  do  estado e município. A guarita destinada ao policiamento também está sendo recuperada principalmente por trabalhadores haitianos.  A obra deverá ser concluída e entregue à comunidade em 10 de julho. A plataforma de embarque do Cai N’água continua interditada por medida de segurança.

1 - NELSON

Pescador Nelson Carneiro

No barranco de desembarque  dos barcos pesqueiros, um guindaste e um caminhão fazem a limpeza da lama. Nelson Carneiro, um pescador artesanal, como ele mesmo se identifica, explicou que a lama cobriu o acesso aos barcos e que estava muito difícil o desembarque de peixes trazido pelos pescadores, mas que com o serviço da máquina pesada e do caminhão removendo os detritos, os barcos poderão voltar a atracar  na área portuária.

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Economia, Governo, Inclusão Social, Infraestrutura, Sem categoria, Serviço

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